A C&M Software, que presta suporte tecnolíógico ao sistema PIX para bancos brasileiros, está novamente no centro de uma controvérsia de segurança digital. O grupo hacker Dragonforce alegou, no íºltimo sábado (22), ter invadido a empresa e obtido um enorme volume de 392 GB de dados.
Ameaça Hacker: O Dragonforce anunciou a suposta invasío, estabelecendo um prazo (representado por um contador) para que a C&M Software negociasse o resgate, caso contrário, os arquivos seriam divulgados.
A Resposta da Empresa: A C&M Software negou veementemente o novo incidente. Em comunicado, a empresa afirmou que nío há "qualquer evidíência de novo acesso indevido" aos seus sistemas.
Dados Antigos: A empresa argumenta que o material que o Dragonforce alega possuir é, na verdade, os mesmos arquivos obtidos no ataque anterior, ocorrido em 30 de junho de 2025.
Se confirmado, este seria o segundo ataque de ransomware (sequestro de dados) í C&M Software em 2025. O incidente de 30 de junho foi gravíssimo:
Prejuízo e Fraude: Cibercriminosos usaram credenciais legítimas de clientes para desviar pelo menos R$ 800 milhíµes.
Origem da Invasío: A Polícia Federal descobriu que o acesso foi facilitado por um funcionário terceirizado, que vendeu as credenciais por R$ 15 mil.
Consequíências: A Operaçío Magna Fraus (em parceria com a Interpol) já resultou em pelo menos 19 prisíµes, bloqueio de R$ 640 milhíµes e apreensío de bens.
A C&M Software insiste que seus sistemas estío íntegros e monitorados, afirmando que o suposto vazamento atual diz respeito a dados anteriores í s correçíµes profundas e aos novos reforços de segurança implementados apíós o ataque de junho. O grupo Dragonforce, por sua vez, nío forneceu nenhuma amostra ou prova para legitimar a alegaçío de um novo ataque.